Escrito por André Zuil em Crítica, Séries | 4 Comentários
Séries [Alcatraz] Impressões sobre o Piloto da Série
O texto abaixo contém spoilers leves do piloto.
Primeiro, preciso confessar: eu disse que não chegaria perto do piloto de “Alcatraz” e cá estou eu, fazendo a crítica do piloto da série, essa vida maldita de blogueiro de séries nos obriga a… deixa pra lá. Minha decepção com séries com o dedinho do J.J. Abrams, é um fato, vide a recém largada “Fringe”, mas o J.J. Abrams não é criador dessa série, apesar disso, só o fato dele estar na produção executiva deixa tudo com a cara das produções dele, e mais, as similaridades entre o piloto de “Alcatraz” e “Fringe” são grandes: primeiro, um evento mirabolante (o sumiço de quase trezentas pessoas que estavam na prisão de Alcatraz em 1963); segundo, uma agente, que ao acaso…… ou não, entra no meio de uma investigação simples, que se torna algo grandioso e sem precedentes; terceiro, a entrada de um consultor para auxiliar a agente na investigação dos casos; quarto, uma agência secreta especial do governo designada para investigar o caso ocorrido em na prisão de Alcatraz; fala sério?! é “Fringe” com algumas mudanças de cenários, ambientes e personagens, ou seja, nada inovador, nada diferenciado, tudo que os telespectadores já viram, feito de um jeito diferente, J.J. Abrams continua com aquele caderno de “como fazer séries de mistério”.
Plot principal: Um grupo de oficiais do governo, com ajuda de um especialista, irá investigar um mega evento ocorrido na prisão de Alcatraz (São Francisco /Califórnia) no ano de 1963, onde, 256 do pior prisioneiro dos EUA e 46 guardas da prisão subitamente desapareceram, sem deixar marcas, rastros ou qualquer explicação. Esse grupo de agentes, encabeçado por um dos guardas da época do ocorrido, é formado por Emerson Hauser (Sam Neill), da agência secreta do governo, junto com a detetive Rebecca Madsen (Sarah Jones) e o especialista na história de Alcatraz, Diego Soto (Jorge Garcia); agora, no tempo presente, essas pessoas desaparecidas começam a reaparecer misteriosamente, causando muitos problemas ao governo – mas não é só isso – eles terão de investigar que os fez desaparecer, como aconteceu e porque estão voltando agora; interessante.
Nesse piloto, acompanhamos a volta de um dos prisioneiro, Jack Sylvane, que após seu retorno, com o bolso cheio de “ajuda”, começa a matar algumas pessoas – que por força do roteiro – entendemos ser uma “missão” dada a ele, por alguém, por algum motivo misteriosamente estratégico, além disso, ele vai em busca de vingança pessoal, contra algumas pessoas, que segundo ele, lhe causaram mau no passado; durante todo episódio, acompanhamos a detetive Madsen e o especialista Soto na caçada ao Jack Sylvane, facilmente apanhado no cemitério, enquanto contemplava o tumulo de sua ex-esposa. Novamente, as similaridades com a dinâmica dos episódios de “Fringe” é surpreendente: a caça as pistas, a dedução de locais, a movimentação pela cidade, a checagem rapidíssima de informações, tudo, mas tudo mesmo, muito parecido com “Fringe”.
“Alcatraz” não tem uma história ruim, só estão contando ela do jeito errado, o elenco é bom, é indiscutível que a presença do Sam Neill tenha dado ao piloto mais força, o cara tem uma presença de cena impressionante, o Jorge Garcia rendeu legal, poderia ao menos, ter cortado aquele cabelo ridículo dele, ele precisa se distanciar de seus antigos personagens ou vai continuar sendo comparado – RôrRê corta essa cabeleira do Zezé vai! – e a Sarah Jones, pessoalmente não me lembro de nada que ela tenha feito antes, mas gostei da agente que ela faz, mesmo que ela não leve jeito com cenas de ação – corre como uma pata. Os demais coadjuvantes, só coadjuvaram, nada demais, serviram de pano de fundo para os principais brilharem.
Palmas: A fotografia da série está muito bem feita, não vi nenhum efeito “lens flare” característicos do JJ e colocaram sangue nas cenas de morte, fica mais realista e deixa a série com ar mais sério.
“Alcatraz” estréia dia 22 de janeiro, pelo Warner Channel. Fica a dica para quem quiser acompanhar, talvez eu continue, acho que vou dar mais uma chance, vou assistir o segundo episódio, se a impressão de “cópia de fringe” continuar eu largo com gosto.
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Dae ZUIL!
Cara, vc tá muito rabujento! kkkk
Primeiro vc fala mal, depois vc fala bem. Acho que vc não conseguiu colocar seu ponto de vista.
Eu gostei. Mas assim como vc, e não pelos mesmos motivos, eu fico com o pé atrás. A comparação com Fringe não acho justa. Fringe é sim algo único, falando da mais alta casta da ficção científica, misturando de tudo um pouco.
Alcatraz não nos deu nada ainda do que pode ter acontecido, por isso acho prematuro comparar. É claro que se for pra traçar um paralelo, vejo mais pelo lado de Flashforward. Um plot gigante, já que temos quase 300 pessoas que podem voltar (ou já ter voltado), que pode ter milhões de pontas soltas. Isso sim me assusta!
Grande abraço!
Concordo com sua crítica,e digo mais, me senti assistindo Fringe segunda geração, poderiam cancelar Fringe agora que os fãs não vão sentir falta!, não pela baixa da série mas por Alcatraz ser idêntica.
Apesar disso, não achei a série ruim, mas espero que molde sua personalidade nos próximos episódios.
Assisti querendo uma nova série pra viciar, não rolou.
SFA ZUIL!
Esta série tenta acompanhar a moda CSI, é um mero CSI adaptado a um único mistério: Como estes prisioneiros estão voltando? Mas por incompetência e limitação dos criadores não apresenta as investigações mais profundas e complexas. Deveriam limitar a quantidade dos criminosos e demorar um pouco mais na captura mostrando um pouco mais de respeito ao trabalho policial. Parecem episódios de desenho animado americano. Não precisa acompanhar todos os dias pra entender, basta assistir a abertura e ver o episódio, que se repete e repete, só muda o monstro. Resumindo prefiro Power Rangers