Apr 7, 2011

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Crítica [Harry’s Law] Um Balanço da Temporada e seu Final de Temporada

Quando “Harry’s Law” estreou na televisão eu fui assistir achando que era só mais uma série sobre advogados e seus casos, de cara me deparei com personagens cativantes, com pensamentos e filosofias de vida diferentes, esses novos personagens queriam ser melhores em suas carreias, queriam ser melhores em suas vidas e foi assim que a série foi me conquistando. Kathy Bates interpretando uma advogada cinquentona, que olha para sua vida e vê que não realizou nada, não fez nenhuma diferença no mundo, só ganhou dinheiro para o escritório onde trabalha e si mesma, mas a vida de Harriet Korn, personagem principal da série, muda ao passar por uma calçada, onde ela sofre vários acidentes, ela sentiu isso como um sinal, dos bem esquisitos, mas um sinal de que ali poderia ser o local onde ela faria a diferença, era hora de mudar.

Caso a caso, Harry foi nos mostrando como um olhar diferenciado, um ponto de vista distinto, pode fazer grandes coisas à favor de quem está atrás das grades, nesse caminho, ela colocou sua carreira de advogada na corda bamba, fez discursos apaixonantes sobre a arte de advogar, da filosofia e imagem de um advogado, eu que sou maluco por séries desse estilo, simplesmente adorei, você sentia a paixão da personagem pelo ato de advogar, Harry desprezou advogados “sanguessugas” ou os “Palhaços do Tribunal”, expressões que apareceram durante a série, muitas delas direcionadas a outro advogado, Tommy Jefferson, um super advogado, intitulado por ele mesmo, o cara armava todo tipo de circo para impressionar júri, juízes, promotores, platéia, qualquer pessoa que quisesse ver ser showzinho, no decorrer da história acompanhamos Tommy se aproximando mais de Harry, de forma até bem repentina, e do pupilo da mesma, Malcolm, um auxiliar jurídico, que está sob a tutela da Harry para ele não ser preso, com sua liberdade ele busca se formar advogado, foi o primeiro caso da Harry na série.

Na nova firma, Harry agora tem a companhia de Malcolm, seu pupilo, Adam seu sócio e Jenna, a secretária que toca a loja de sapatos em paralelo ao escritório de advocacia, isso mesmo, uma loja de sapatos finos funciona dentro de um escritório de advogados, mas também quase não apareceu ninguém pra comprar sapato fino naquelas vizinhanças, como poderia? onde só tem famílias de baixa renda, traficantes e todo tipo de bandido, Jenna quer enganar a quem achando que alguma granfina iria cruzar a cidade em seu carro importado pra comprar sapatos em uma loja/escritório de advocacia, mas enfim.

Durante toda temporada a Harry teve que enfrentar vários problemas de sua nova comunidade/bairro, muita coisa foi jogada em suas costas, acredito que até coisas demais, acho que nenhum advogado teria tanto poder, perante uma sociedade marginalizada, conseguindo fazer acordos e resolver certas situações de gueto, foi uma grande tentativa de fazer a personagem criar raízes ali, talvez tenham conseguindo, mas em minha opinião foi tudo muito rápido, foram poucas motivações para a Harry se importar tanto com um local e ela nem teve da onde faturar com sua firma por ali também, já que as pessoas, quando podiam pagar, era sempre o mínimo, nunca se viu um firma de advocacia fazer tanto trabalho pro bono como a Harry Advocacia e Sapatos Finos.

Agora a parte mais chatinha da minha crítica, pessoalmente, acho que poderiam tirar um pouco, ou muito, do romance entre seus coadjuvantes, a série poderia ser melhor só em seu foco jurídico, mas a gente sabe que o “amor” faz muita gente se apegar a qualquer série, onde existe um casal, sempre terá que os ame e quem os odeia, eu faço parte do segundo grupo nesse caso, Adam e sua ex-namorada, ninguém merece esse vai e vem, e na boa, se eles tentaram pegar alguns telespectadores com essa historinha da Jenna e do Malcolm, acho que não foram bem sucedidos, o casal é zero química, totalmente desinteressante, na verdade acho que só fizeram essa relação existir para que a Jenna continuasse na trama, vamos ser sincero, poucas vezes a personagem teve alguma importância, mesmo que pequena, dividir a atenção dos conflitos do caso com esse romances, totalmente desinteressantes, é muito ruim pra série.

Ok, passou o momento birrinha, pra fechar bem a temporada, tivemos Harry defendendo o advogado Josh Peyton, que ela teve que enfrentar no tribunal quase toda temporada, o cara era um verdadeiro cavalo, mas que surtou, após perder um caso para a própria Harry, muito generoso da personagem entender que as pessoas são perversas, até o ponto em que sua rabugice já não afeta mais ninguém e sua única saída é se tornar uma pessoal melhor e mais agradável de conviver, não que seja o caso, já que o cara surtou de vez, várias vezes, mas ele teve sua redenção.

Por ser uma série de midseason, tiveram que correr com muita coisa, antecipar acontecimentos, criar, ou tentar criar laços entre personagens pra fortalecer a série e conseqüentemente, maior audiência e, quem sabe, garantir uma próxima temporada. Pessoalmente, espero que o David E. Kelley (criador) consiga uma nova temporada, mas terá que melhorar muita coisa, principalmente com esses enroscos românticos, que mais encheram lingüiça, do que agregou qualquer valor a série.

Agora é sua vez leitor, deixe nos comentários abaixo sua opinião sobre “Harry’s Law” sua temporada e seu Season Finale. Vamos debater.


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